quinta-feira, 6 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
As respostas maravilhosas que meus alunos dão:
Explique a diferença de significado entre as palavras em itálico nas seguintes frases:
Não houve nada de mais. Eu te amo demais.
A diferença é que o de mais da primeira mostra a quantidade, e o da segunda, a gravidade.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
conversas insanas
- Cês viram meninas? agora tem um disk marido!!
- Como assim?
- Cê disca e aparece um marido na sua casa. Ele vai arrumar o cano da pia que tá pingando, colocar quadros na parede, arrumar a janela, colocar óleo na porta de range, instalar o DVD... todas essas coisas que os maridos de hoje em dia não sabem mais fazer, e que a gente também não faz.
- Nossa!! E o cara faz sexo também??
- Queriiiida... é DISK MARIDO!! Ma-ri-do... desde quando marido faz sexo?
- ah é... tá certo...
ai, ai...
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
O fora do economista
Aconteceu de verdade, uma amiga contou, levou dois meses para que ela se recuperasse. Era um namoro longo, ela fazia tudo, se esfalfava, o cara parecia não estar nem aí. Até que um dia, o cara, o tal do economista, chegou e disse assim:
- Eu quero me exonerar da nossa relação pois eu não estou agregando nenhum valor a você e esse investimento a longo prazo não dará lucro algum.
Incrível, né? Claro que depois de um fora desses, a pessoa tem que se ajoelhar e agradecer aos céus por estar saindo de uma relação com um cara assim, mas a amiga sofreu, hoje, dá risada. Nada como o tempo para que as coisas ganhem perspectiva, não é mesmo?
Eu fiquei imaginando outros foras clássicos relacionados a profissões:
o fora da professora/professor:
- Eu te convido a se retirar da minha vida, pois a metodologia que eu posso oferecer não está sendo boa para o nosso desenvolvimento e não estamos construindo conhecimento nem ganhando novas habilidades. Nosso conteúdo não se renova há tempos, ficou previsível e antiquado e dessa maneira repetiremos todos os anos, ou melhor, ficaremos retidos nessa relação sem que nosso processo de ensino-aprendizagem se renove ou possa crescer.
o fora do sociólogo:
- O esgarçamento do tecido social da nossa relação atingiu níveis onde a continuidade da vontade de reprodução do status quo já não é mais suficiente para garantir a sua existência social e moral, tal como apontado por Weber.
viciei!!
atualizado!! (ou... o quê seria dessa bodega sem seus leitores? ) :
- miranda disse...
-
Fora do corretor:
Estou de forma unilateral comunicando o distrato de nossa relação haja visto que a relação custo/beneficio de meu investimento se mostrou amplamente insatisfatoria.
Desde já abro mão de valores a receber/pagar, para facilitar o acerto.
domingo, 2 de setembro de 2007
Lugares imaginários

Outro dia contei que com a quinta série faço um tabalho longo, onde eles criam um mundo imaginário.
Há um livro maravilhoso, O Dicionário de lugares imaginários, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, onde estão mapeados e decritos, com direito à mapas e tudo, os grandes lugares imaginários da literatura. Quase um guia de viagem, para mim é, principalmente, um guia sentimental, pois os lugares mais significativos que freqüentei trazem consigo lembranças, memórias de quem eu era à época, de quem sou, dos meus sonhos. Vivi e vivo em um monte desses lugares, são como casas em que eu morei, com a vantagem que continuam lá, e podem ser revisitadas sempre.
Cresço, e levo esses lugares comigo. Sempre fujo para lá, cada fase, um lugar.
A edição brasileira foi acrescida de alguns verbetes de lugares da nossa literatura, um deles sobre o lugar que mais me acompanhou na infância, O Sítio do Picapau amarelo.
Reinações de narizinho talvez tenha sido dos livros que mais li e reli, decorei o início, lia comendo jabuticabas, e ora era a Narizinho, ora a Emília. Acho que até hoje continuo assim, ora Narizinho, ora Emília.
Outro lugar também muito frequentado por mim na infância foi a Grécia antiga, repleta de deuses, monstros e heróis. Ora era Afrodite, linda, a deusa do amor, ora Artemis, livre, a deusa da caça, dos animais e da natureza. Queria também ser Atenas, a deusa da sabedoria, que nascera da cabeça de Zeus. Sou as três. Vivi muito no labirinto do Minotauro, nos campos gregos, percorri palácios, conheci o Hades e o Olimpo.
Eu amo esses lugares.
Que venham novos.
Deixo com vocês o verbete sobre o Sítio, com as dicas todas sobre o pó de pirlimpimpim.
SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO - Propriedade rural de não mais de cem alqueires de terra rica em petróleo,situada em lugar bonito do interior do Brasil. Sabe-se quedista légua e meia da vila mais próxima, mas sua localizaçãoexata é desconhecida, pois a proprietária, dona Benta Encerrabodesde Oliveira, impede a divulgação do endereço. A sede do sítio,uma casa branca de cômodos espaçosos e frescos, possui quatro quartos: o maior, de dona Benta, o de sua neta Narizinho, o de Pedrinho, primo de Narizinho que lá passa as férias, e o de tia Anastácia, a cozinheira e faz-tudo da casa. Em um canto do escritório, onde ficam três estantes de livros e a mesa de estudo da menina, moram a boneca Emília e o sabugo de milho conhecido como Visconde de Sabugosa. A sala de jantar é bem ampla, com janelas dando para o jardim; depois vêm a copa e a cozinha. A residência dispõe ainda de uma sala de visitas com piano, sofá de cabiúna e palhinha bem esricada, duas poltronas do mesmo estilo e seis cadeiras. A mesa de centro é de mármore e pés também de cabiúna. Na entrada, há uma sala de espera, com chão de grandes ladrilhos "cor de chita cor-de-rosa desbotada", que se abre para uma varanda muito gostosa. Cercada por gradil de madeira muito singelo, pintado de azul-claro, cheia de orquídeas e vasos de avenca miúda, é onde do na Benta costuma sentar na cadeira de balanço, com a cestinha de costura ao colo e óculos de ouro na ponta do nariz. Da varanda desce-se para o terreiro por uma escadinha de seis degraus. O jardim, nos fiândos da sala de jantar, é composto por plantas antígas e fora de moda. No seu centro, há um tanque redondo comum a cegonha de louça toda esverdeada de limo, que deveria esguichar água pelo bico, mas o bico e até a cabeça foram vítimas das pelotadas do bodoque de Pedrinho. Nos fundos da casa, depois do "quintal da cozinha", do galinheiro, do tanque de lavar roupa e do puxado da lenha, encontra-se o pomar, com a famosa pitangueira da Emília, as três jabuticabeiras de Pedrinho, a mangueira de espada de Narizinho e os pés de mamão da tia Nastácia.
O terreiro é vedado por uma cerca de paus a pique e uma porteira, bem no centro. Para lá da porteira fica o pasto, onde há um célebre cupim de metro e meio de altura; e mais adiante, um velho cedro, ainda do tempo da mata virgem.
O Sítio do Pica-Pau Amarelo costuma ser visitado por personagens das fábulas, da mitologia, do folclore e da literatura infantil, bem como por nobres da estirpe de Don Quixote de la Mancha. Recentemente, dona Benta adquiriu mais 1200 alqueires de terras vizinhas para ali instalar o Mundo da Fábula.
O visitante não deve deixar de provar as jabuticabas e os bolinhos de polvilho de tia Nastácia. Aconselha-se a consumir com moderação o pó de pirilimpimpim, guardado pelo rinoceronte Quindim e administrado pelo burro falante Conselheiro. Trata-se do pó mais mágico que as fadas inventaram, que deixa a pessoa leve como pluma, tonta, dá uma zoeira nos ouvidos e conduz ao País das Fábulas e ao Mundo das Maravilhas. Mas deve-se tomar cuidado para não molhar o pó com água salgada, pois cessa o efeito.
(José Bento Monteiro Lobato, 0 Saci, São Paulo; 1921; Reinações de Narizinho, São Paulo, 1931; 0 Picapau Amarelo, São Paulo, 1939)
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
o quê acontece?
acontece que é final de trimestre e bilhões de provas e trabalhos e redações me chamam.
Poucas coisas na vida são tão chatas quanto corrigir trabalhos...
protelei ao máximo, e agora só me resta enfrentar.
esse é mais um não-post. de puro desabafo.
volto logo mais.
lulu.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
desiderar

No entanto, havia aqueles que, descrentes, desistiam de "considerar". Em Roma, quando um homem já desesperançado, miserável, mal mesmo, desistia de contemplar os astros, e passava a olhar para si mesmo, o verbo mudava. Nasce a palavra "desiderare", que significa algo como "a curtiçåo da ausência. "Desiderium" significa, sobretudo, Perda, ausência, falta. Quando se priva de saber sobre o futuro e cai-se na roda da incerteza, dessa roda, nasce o desejo. Desiderar é buscar um preenchimento de algo que seja palpável, ansiar, apetecer, ser atraído, pelas coisas da Terra. É sobretudo, o abandono da contemplaçåo. Do Verbo desiderar, nasce o substantivo DESEJO, O HOMEM PASSA A CRIAR SEUS PROPRIOS PASSOS, os quais seguem o caminho que ele mesmo criou.
Olhem o final, como o trabalho acaba.
Eu achei tão adolescente, e tão bonito, que fiquei até emocionada, e resolvi colocar aqui:
O pensador contemporâneo tenta hoje entender as leis do amor, assim como outrora tentaram entender as leis celestiais... É o homem buscando o controle daquilo que o controla. Daquilo que suas mãos não pegam, que é brilho e luz puro.
O amor e as estrelas colocam o homem no seu devido lugar. Fazem o bicho homem viver que nem gente. Não há bicho que pare pra olhar as estrêlas, não há bicho que conheça o amor. As estrelas mostram ao homem sua pequenês e falta de brilho físicas. O amor lhe mostra sua pequenês e falta de brilho espiritual. Em ambos os casos, o sugerido é a busca. Não somos tão belos assim e isso permite que vivamos a sorte do pardal que é marrom e canta mal. Os pássaros vistosos foram todos presos ou estão em extinção. O Universo, e o Amor são provas concretas da existência de mais, prova de que pecisamos, precisamos. Não por luxo, mas por necessidade. É uma alegria poder ver as estrelas e pensar que, se a terra explodir, não vamos saber tanta falta assim. É um alívio poder se apaixonar, ver estrela, e viver feito gente.
Enfim... essa era (é) a lulu, aos dezessete.
E atenção:
não percam a semana Shakespeare que ele está fazendo aqui. Um must total, vão lá.
fora do publicitário:
preciso te comunicar que minha produtora deseja romper contrato da conta da sua empresa, pois nossa parceria não está alcançando os índices satisfatórios de interesse dos consumidores. Há um desequilíbrio entre o produto tradicional que vc quer vender e aquele que eu quero divulgar com a minha arte e criação, e nossos esforços de causar um mega-impacto no mercado foram, até agora, desastrosos para ambos.
2 de Setembro de 2007 21:07