segunda-feira, 5 de março de 2007

Risoto de Lula

1) O caldo do peixe.

O segredo de qualquer bom risoto está basicamente no caldo. Esqueça esses negócios quadradinhos escuros cheios de química que dizem ser concentrados de caldo e têm todos os mesmo gosto e tal. Faça você mesmo seu caldo, não é tão difícil, e com um bom caldo como base, qualquer coisa fica boa.
O caldo de peixe se faz assim: peça para seu peixeiro não jogar fora e te dar a cabeça do peixe que você comprou ( ou alguma que ele tiver por lá), junto com as espinhas, o rabo, tudo.
Aí você pega uma cebola, pimenta do reino preta ( em bolinhas), bastante água ( uns dois litros). Verdinhos- cheiro verde, essas coisas - se tiver ( não tínhamos) , vinho branco, um copo , se tiver (não tínhamos, colocamos meio limão e deu certo também). Sal ao seu gosto.

Tudo na panela, aguarde levantar a tal da fervura, deixe uns vinte minutos em fogo brando e pronto, seu caldo tá pronto. Ele não vai ficar super forte nem é uma sopa, é uma base para seu risoto.

Aí você pega as belas lulas que comprou ali na mesma feira, e faz cortes de modo a formar rodelas. Esquenta o azeite já na panela em que o risoto será feito e passa as lulas por lá. Atenção: sobre o ponto da lula: a lula é transparente, assim que ela começar a ficar branca, é porque já tá bom. São alguns segundos, não dá nem um minuto, assim ela não fica borrachenta nem nada.


As lulas ficaram prontas. Você experimenta para ver se estão gostosas, essas estavam uma delícia. Reserve. Não coma muitas, porque senão não sobra pro coitado do arroz.

Aí você refoga cebola na manteiga, depois que refogou , coloca o arroz, refoga o arroz, e então coloca um pouco de vinho branco ( meio copo) não tínhamos, colocamos do tinto que estávamos bebendo mesmo. Mexe bem. E aí coloca o caldo, aos pouco, vá mexendo, arroz de risoto pode mexer. O caldo deve estar quente. Se vc quiser, aproveite o caldinho da lula que se forma enquanto ela descansa lá.

Vá experimentando, colocando mais caldo se for necessário. O arroz não deve ficar hiper cozido, cuidado. A gente usou arroz de risoto, mas pode ser qualquer um, o de risoto fica mais gostoso.

A finalização é super simples:
depois que o risoto estiver pronto, ou seja, estiver al dente e no ponto, junte a lula.




e bom apetite!!

domingo, 4 de março de 2007

2)Ao aluno deve ser oferecido sempre o que há de melhor na literatura universal

Leituras: os direitos do aluno leitor e não leitor. (2-7)


Inspirada por um post do Rafael Galvão e outro do Alex, sobre a leitura na escola e os livros infanto-juvenis, decidi escrever um texto sobre o que penso sobre tudo isso, que acabou se transformando em uma espécie de manifesto, pelos direitos dos alunos leitores e não leitores. Ficou um texto longo, bastante pessoal, que publicarei aqui aos poucos, um por dia, em meio ao dia a dia do Diário da Lulu.

No total, os direitos são esses ( basta clicar em cada um, que o post aparece!):

1)O aluno não precisa gostar do livro lido.
Inclusive, é livre para odiá-lo.

2)Ao aluno deve ser oferecido sempre o que há de melhor na literatura universal, passando por todos os gêneros.
3)A literatura não é objeto santificado, sagrado nem de culto máximo.
4)Livros inteligentes devem ser tratados com inteligência.
5)Se o aluno não lê nada, mas nada mesmo, é porque, provavelmente, não sabe ler.
6)Os alunos têm direito a excelentes bibliotecas e a livros baratos.
7)Os alunos têm direito a professores ultra bem remunerados e com tempo para dedicarem-se a eles.



2)Ao aluno deve ser oferecido sempre o que há de melhor na literatura universal, passando por todos os gêneros.


Tenho uma convicção que o curso de literatura no fundamental dois deve funcionar como uma espécie de passeio formador. Chegando ao ensino médio, a maioria estará presa à história da literatura, lerá principalmente romances nacionais ou portugueses, com a cabeça voltada para o que cai no vestibular: datas, dados sobre os autores, escolas literárias e tal. Uma tristeza. Então, há que se aproveitar o período do fund. II para se ler o que há de mais bacana na literatura geral, sem amarras nem obrigações, é nessa época que os professores têm mais liberdade para decidir sobre seus currículos e cursos.

Em primeiro lugar, a questão da excelência. Dar um livro meio ruim mas fácil para os alunos lerem para mim é maior sacanagem que pode haver. Fico com o Harold Bloom que escreveu a coletânea “Contos e poemas para crianças extremamente inteligentes”. Por princípio, todos os meus alunos são crianças extremamente inteligentes, ué.

Sou professora há uns dez anos, sempre ensinando português no ensino médio e fundamental, comecei ainda na faculdade, e agora, mestrado defendido, me divirto cada vez mais. Adoro mesmo é dar aulas para o fundamental, quanto mais crianças, melhor. E nesse meu caminho cada vez mais tenho a convicção de que a escola deve sempre oferecer o que há de melhor para os alunos lerem. Meus alunos lêem comigo somente grandes autores e grandes livros, que eu leio e me emociono lendo, que fazem sentido, em excelente português e excelentes traduções. Pode ser Poe, Arséne Lupin, Kafka, Tolkien, Machado, Clarice, Drummond, enfim... Esse ano a oitava pediu até para ler Dostoievski, por que não? Que leiam, que curtam, ou não, mas se lerem uma página e curtirem, já valeu, e não há porque diminuir. Uma página do Dostoievski vale cem do Sidney Sheldon, e pronto. Mas não... pensamos assim:

“Desculpa... você só vai comer batata frita e bife porque é muito novo para experimentar caviar, sushi, Boeuf a la Bourguignonne, carne seca, sei lá."

Que besteira!! Desculpa, vamos só ler gibis da Mônica e ver figurinhas imbecilizantes, porque afinal, nos museus, você vai se encher terrivelmente, e fazer bagunça e não vai entender nada. Que nada. Meus pais sempre me levaram a museus, desde pequena, e era divertidíssimo, aliás, acho que me divertia inclusive mais àquela época do que agora...(saudades... eu levava até papel e lápis, e ficava desenhando, brincando com as maluquices das obras contemporâneas, me divertindo um monte, sem pensar tanto, sem obrigações de gosto, pensamento e crítica que ganhei ao longo do tempo e precisava urgentemente perder...)

Existe um conceito em educação que se chama profecia auto-realizável, para mim é quase um mantra, uma filosofia de vida. É assim: se você fala, ou mesmo se pensa: não vamos ao museu, porque você vai achar chato e bagunçar e correr e atrapalhar e pisar em cima de um obra de três milhões, é exatamente isso que acontece. A criança vai ao museu e cumpre a profecia: corre, grita, não se concentra e ainda estraga alguma coisa.

Nas reuniões de professores, quando se diz: esse aluno não tem jeito, ele é mesmo um baderneiro, irresponsável, sei lá o quê, ele vai lá, e cumpre a profecia. É batata. Se você decide que seus alunos são idiotas, eles serão, se você decide que eles são super inteligentes, juro, serão também. Todo mundo quer crescer, todo mundo quer se superar, todo mundo gosta de coisas boas. É uma questão de apostas e oportunidades.

A literatura ruim, eles que leiam em casa, imagina, dar Código Da Vinci na escola, ou Col. Vagalume, ou Simmel, não... não porque não devam ser lidos, mas porque quem lê esses livros, e gosta, vai ler de qualquer jeito, não é necessário que a escola os apresente... E alguns livros nem cabem na escola: imagina uma prova de leitura de Harry Potter... Coitado do Harry!! Ou, ainda, ler com os alunos On the road, do Kerouak. Não... você até indica, empresta, diz que existe, mas esse livro deve ser uma descoberta solitária, pessoal, assim como os livros eróticos, assim como as revistas de sacanagem. Tive um aluno cuja mãe tinha dado um assinatura da Playboy para ele de presente de aniversário....Nunca vi coisa mais broxante.

Enfim, por que apresentar algo que eu acho médio e guardar para mim o Visconde Partido ao Meio, do Italo Calvino? Acho até sacanagem, e uma espécie de condescendência. Ninguém nunca vai gostar de todos os livros lidos na escola, aliás muitos jamais vão gostar de algum, qualquer que seja, simplesmente porque acham chato, por princípio, ler por obrigação - um princípio aliás que respeito muito. Essas pessoas, no entanto, também não vão gostar nem de Sabrina, essa que é a verdade. Pelo contrário, às vezes essa história de facilitar acaba retirando dos meninos a possibilidade do encantamento real com a boa literatura.

Ano passado fizemos uma sessão suspense terror e detetive na sexta série, e lemos Arséne Lupin, Sherlock Holmes, Poe e Agatha Christie. Poe ganhou na preferência geral, o Arséne também fez muito sucesso, Sherlock foi considerado um chato e a Agatha Christie ficou sem graça. O Médico e o Monstro, A Ilha do Tesouro, O Fantasma de Canterville... um ótimo quadrinho, Eu robô, do Asimov. Literatura legal e boa é literatura legal e boa, pronto. Vamos guardá-la para quê? para quando?

E, por último, não existem gêneros mais nobres que outros. Cada um tem que achar, ao longo da vida, os gêneros dos quais precisa. Já tive a fase best seller porcaria de tribunal, quando li todos os livros do John Grisham, a fase poesia, a fase romance existencial, quando devorei todos os livros do Camus e descobri o existencialismo, a fase meio mística, quando descobri As brumas de Avalon e viciei.

Aos alunos deve ser apresentada a maior variedade possível, de gêneros, épocas, estilos. Quadrinhos, ficção científica, terror, romance, poesia, crônicas,comédia, teatro. Dentro de cada gênero, o melhor.

Um passeio, por mundos, épocas e estilos, nesse passeio, quem sabe, cada um acabe achando algum lugar, ou vários, onde se sinta bem. E que lendo bons livros, passem a ser bons leitores também do mundo, cada vez mais carente de pessoas que o leiam e nele ajam, sabedoras e atentas do que leram e inclusive crentes em possibilidades de transformações.

Porque a boa literatura é também, sempre, transformadora.



silêncio

Gosto de ficar quieta. Falar pouco. Escrevo com facilidade, falo com toda dificuldade que pode haver em falar. Uma época, falava para dentro, ninguém me entendia. Mudei isso, mas às vezes me canso de falar. Às vezes as palavras têm que percorrer um longo e trabalhoso caminho, até saírem para o ar. E saem obrigadas, queriam ficar ali dentro do meu corpo, na boa, sem que ninguém as incomodasse.

Ás vezes fico achando falar meio perigoso, sei lá, uma palavra errada e já era. Trabalhoso, às vezes gosto da quietude e preciso dela. Escrever não, é diferente, falo de falar; sempre preciso escrever, de vez em quando preciso não falar.

Gosto de ficar bem quieta, ficar distante do mundo e observá-lo, de longe, vendo, gostando, desgostando, pensando, só, comigo mesma, vendo a Terra como quem vê um filme. às vezes fico toda poderosa e acho que posso dirigi-lo, às vezes quero montá-lo, às vezes é bom ser somente espectadora.

Economizo palavras, às vezes, falar é um grande esforço. Gosto do silêncio, e gosto de, num domingo aí qualquer, ficar um pouco sozinha, lendo, escrevendo, cozinhando, tomando um vinho, quieta, arrumando as coisas por dentro. E como é difícil, às vezes, o silêncio. Gosto do silêncio, porque o mundo me preenche tanto que às vezes eu o quero sem sons.
Não faz sentido, mas o bom de não falar é que não é preciso explicar.

bom domingo a todos,
lu.

sábado, 3 de março de 2007

1) O aluno não precisa gostar do livro lido

Leituras: os direitos do aluno leitor e não leitor. ( 1-7)


Inspirada por um post do Rafael Galvão e outro do Alex, sobre a leitura na escola e os livros infanto-juvenis, decidi escrever um texto sobre o que penso sobre tudo isso, que acabou se transformando em uma espécie de manifesto, pelos direitos dos alunos leitores e não leitores. Ficou um texto longo, bastante pessoal, que publicarei aqui aos poucos, um por dia, em meio ao dia a dia do Diário da Lulu.

No total, os direitos são esses (basta clicar em cada um que o post aparece!):

1)O aluno não precisa gostar do livro lido.
Inclusive, é livre para odiá-lo.

2)Ao aluno deve ser oferecido sempre o que há de melhor na literatura universal, passando por todos os gêneros.
3)A literatura não é objeto santificado, sagrado nem de culto máximo.
4)Livros inteligentes devem ser tratados com inteligência.
5)Se o aluno não lê nada, mas nada mesmo, é porque, provavelmente, não sabe ler.
6)Os alunos têm direito a excelentes bibliotecas e a livros baratos.
7)Os alunos têm direito a professores ultra bem remunerados e com tempo para dedicarem-se a eles.


1)O aluno não precisa gostar do livro lido.
Inclusive, é livre para odiá-lo.

Nas escolas reina uma espécie de consenso de que os alunos devem, sempre, gostar das leituras pedidas e se encantar com elas. Se o aluno não gosta do livro lindo que você demos, é porque ou falhamos terrivelmente, ( e aí ficamos angustiados, aflitos, deprimidos), ou porque não tem jeito, são todos umas bestas insensíveis mesmo, e nosso papel, afinal, é esse mesmo, jogar pérolas aos porcos, sementes em pedras, e ver se alguma floresce.

Eu não gosto dos mesmo livros que meu marido gosta, nem que meus amigos gostam, e há uma série de livros clássicos, que eu sei que são bons e tudo, para os quais não tenho o menor saco, que simplesmente não rolam para mim. Eu amo Tolstói, choro toda vez que leio Anna Karenina mas a maioria das pessoas que conheço acha um porre, especialmente as enormes digressões a vida no campo, deus e a natureza e tal. Por outro lado, do Guerra e Paz, agüento só a parte da Paz, quando chega na parte da guerra e aquelas horas de descrições infinitas sobre estratégias militares, ai que sono. E isso não faz de mim uma leitora nem uma pessoa melhor nem pior, são gostos, ué, mas parece que aos alunos não é concedido o direito do gosto. Eles têm que gostar do que se convencionou que é bom, ou do que os professores gostam, e se isso não ocorre é um problema. Por quê? Normal, não gostar de algo que todo mundo gosta, tem gente que não gosta de chocolate, ué, nem de lasanha, tem que achar Machado de Assis legal?

Há fases, há momentos. Já fui fissurada em Fernando Pessoa, já achei o cara um saco, agora voltei a gostar. Não há porque haver unanimidade de gosto e de prazer estético. É direito do aluno não gostar daquele livro que você tanto ama, é direito dele odiá-lo, falar que é a coisa mais chata que já foi escrita no mundo. Tudo bem, ué. Se você quiser, peça para ele fazer uma lista das qualidades mais terrivelmente odiáveis do livro, da personagem principal, do estilo narrativo.... Enfim, peça que ele justifique, com argumentos retirados da própria obra, porque o livro é um dos piores já escritos no universo. Se bobear, o garoto vai prestar mais atenção e refletir mais sobre a obra que o outro, que tá babando com o livro e acha que nunca se escreveu coisa mais legal.

Como gostamos de literatura e achamos que isso é uma espécie de Bem Maior e Mais Alto, achamos que todo mundo tem que gostar, e mais, gostar do que a gente gosta. Eu heim? Eu sempre vou oferecer aos meus alunos a leitura e livros que eu considero sensacionais, mas eles e elas não precisam, nem devem, concordar comigo.

Aliás, trabalhar com personagens, filmes e livros que a gente odeia pode ser uma atividade bem legal e interessante. Eu, por exemplo, odeio o Pinocchio. Sempre odiei, com todas as minhas forças. Odeio tudo, o livro, os desenhos animados, as figuras, a história. Acho hiper triste demais, um dramalhão, não agüento nem ver. Deve ter alguma coisa aí, mas eu não sei nem quero saber, sei que odeio. É o meu personagem mais odiado.

Então vamos lá: caros leitores, quais os livros, ou personagens, que vocês mais odeiam ou odiaram na vida?


( sim, para os que perceberam, esse negócio de publicar um texto longo aos poucos, eu copiei mesmo do Alex!! Fica como uma homenagem ao meu amigo tão querido, para não falar que é pura babação mesmo... ;))

sexta-feira, 2 de março de 2007

apartheid brasileiro

Excelente e importante discussão rolando ali no Alex.
Não percam.

quinta-feira, 1 de março de 2007

mistérios do armário

Lulu toda animada para fazer ginástica.

Lulu dá uma olhada geral em seus sapatinhos:

(até fotografei alguns - vejam bem, alguns, os mais bacanésimos tão guardados - procês:)














hum....
cadê aquele tênis mesmo, de mil anos atrás?
Lulu tenta lembrar, quando usou o tal do negócio pela última vez. num adianta.
Nada de tênis, nenhum para contar a história...

Amanhã Lulu vai às compras, comprar tênis. Aguardem.


Sim, ao olhar direito para seus sapatinhos, Lulu também se surpreendeu com esse daqui, ao lado de um discreto sapato alaranjado, chique, que me machuca mas que eu gosto, Ele:

rosa, com tirinhas em ondas, um salto enorme, uma sandália, uma coisa escola de samba Mangueira ( com todo respeito), sei lá :


( se você, cara amiga, já tinha reparado e torcido o nariz, fica tranqüila, o mesmo aconteceu comigo)
Até tirei do armário e coloquei na colcha da cama, para ver melhor.
Lembro-me de quando comprei, foi um dia depois da análise, ataque de lulu doida, sei lá. Mas a culpa não é da analista, que faz o que pode com essa analisanda aqui. Foi uma época que a gente ficava conversando o tempo inteiro de feminilidade, juro. Ai, ai....

Lulu nunca usou. Provavelmente, nunca usará. Lulu olha a falta crônica de espaço no armário.
Lulu hesita, por um segundo. Hum...

o sapatinho fica.

Lulu precisa entendê-lo melhor.


Mais um mistério do armário da Lulu.

passou

Meus queridos,

o dia ruim passou, e passou porque passou.
Teve namorinho, teve sopa de legumes (porque vino e pasta, na atual condição diet da lulu num tá rolando), pulei bravamente também os chocolates, num fui jogar Sudoku ( ???) porque nem sei direito o que é isso, e se for joguinho matemático, cês tão loucos, né?... Idem para video game. Teve ir para cama cedo, ver filminho de heróis americanos, depois levantar, conversar um pouco, voltar para a cama. Teve todo carinho de vocês.

Teve ir para rua, olhar bem para fora e ver quanta gente há no mundo, quanta coisa, teve respirar e deixar de ser boba. Teve me acalmar, deixar as coisas fluírem, se bem que a parte de incenso , meditação, música das águas e tal também deixo com vocês ( ai como sou chata), teve levar os sapatos no sapateiro, lavar a louça da pia, ir para escola, trabalhar.
e por que antes num sabia nada e nada se encaixava? Nada concreto, juro, deu uma canseira do mundo, que às vezes essa rotina, esse fato de sermos seres tão sociais, animais políticos e o caramba, cansa, falei já sobre isso uma vez. Mas descansei.

E no dia a dia o mundo se recompôs.

Um beijo grande e luluzístico a todos.


Lu.