terça-feira, 14 de agosto de 2007

literatura na internet e a falha de sp...

Enquanto rolam na blogosfera discussões bacanas e sérias sobre literatura na internet, a Falha de SP resolve fazer um debate sobre o assunto, e chama quem???




AQUINO E BRUNA SURFISTINHA DEBATEM NO CCBB
Hoje, às 19h30, no CCBB (r. Álvares Penteado, 112, centro, tel. 0/xx/11/3113-3651), os escritores Marçal Aquino e Bruna Surfistinha debatem "A Literatura na Internet". O evento, que vai reunir o roteirista e autor de "O Invasor" e a blogueira de "O Doce Veneno do Escorpião - O Diário de uma Garota de Programa", terá transmissão on-line via TV UOL no www.tvuol.uol.com.br. O encontro é gratuito e terá mediação de Marcelo Rubens Paiva e Marcelo Tas.


O Marçal Aquino é autor de livros publicados em papel, reconhecido, etc, etc. etc. A Bruna surfistinha tem blog, mas não faz literatura, e ( acho) nem quer fazer.

Não custa perguntar...

Alguém entendeu?

pô, e os mediadores são ótimos. Quanto desperdício...

melhor ficar nos blogs mesmo:

Alguns links:
Links descaradamente chupados do ótimo post do Alex sobre o assunto,

Por Que Os Jovens Autores Querem Ser Publicados Pelas Grandes Editoras?

14 comentários:

  1. A mesma sensação de desperdício.
    Gosto tanto do Marçal Aquino...

    um beijo

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  2. coitado do marçal aquino.

    até meu professor de literatura brasileira, que nada sabe de internet, achou essa escolha um tantão bizarra.

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  3. Posso discordar? Sera que não podemos ser mais plurais de vez em quando? Parece que se temos "nomões" tipo o Marcel, o Tas, o Marcelo, não podemos ter alguem com uma "estatura intelectual inferior"? Será que a moça não realmente nada a dizer? E mesmo que não tenha, tudo tem que ser tão intelectual assim? Não pode ser leve? divertido?

    Sei lá... Não posso dizer que não gostei do livro da moça pois não o li, mas quanta "quase" literatura anda sendo aclamada hoje em dia?

    Beijos,
    Miranda.

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  4. miranda, acho que vc nao entendeu...

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  5. O que eu não entendi exatamente?agora fiquei curioso...

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  6. Miranda,
    a questão não é a respeito da Bruna Surfistinha em si, ou mesmo do Marçal. Não tenho nada contra a moça, e se o debate fosse a respeito de blogs ela com certeza seria uma escolha apropriada e interessante e talvez até mesmo divertida.

    O que me chamou atenção, e que eu acho inclusive representativo de como a folha e uma certa parte da mídia enxerga a questão da literatura na internet é não terem chamado escritores de literatura ( e ela não é e acho que nem quer ser escritora de literatura) que têm blogs ou desenvolvem parte de seu trabalho através desse meio, para debater a questão da literatura na internet.Ou seja, a própria escolha dos nomes já anula um pouco a questão proposta.
    Haveria inúmeras pessoas para chamarem,inclusive badaladas e pops, que poderiam discutir com mais propriedade e conhecimento de causa como se dá essa questão da literatura na internet. Mesmo o Marçal que é um escritor interessante com uma trajetória alternativa, não me pareceu muito apropriado pois, até onde eu sei, o caminho dele não passa por blogs.
    Enfim... a questão não é ser sério ou intelectual, vc me lê e sabe que eu detesto esse tipo de pose, nem se a Bruna Surfistinh aé um apessoa que vale ou não ser ouvida,sei lá, só me perguntei por que não chamaram alguém que fosse escritor de literatura e que andasse por essas bandas blogosféricas, há tantos...

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  7. Lulu,

    Acho que as vezes um olhar de fora, ou seja de alguem que não faz a literatura na rede, pode ser esclarecedor dos rumos que este debate e mesmo a literuatura na rede deve tomar não acha?

    Se eu chamo apenas quem está envolvido com o assunto em questão o debate não tende a ficar meio vazio?

    Tlvez o melhor fosse um debate com três ou quatro pessoas traendo ideias, oxigenando a conversa.

    De qualquer forma eu sei que sua postura não é chata nem intelectualoide tá? Vc é demais!

    Beijos,

    Miranda

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  8. Lulu, querida, vou meter a minha colher nesse papo.

    Talvez a escolha da mesa com a Bruna Surfistinha e o Marçal Aquino se deva ao fato de que, em breve, começará a ser rodado o filme sobre o livro da nossa nobre piranha classe-média delirante. Explico: quem fez o roteiro para o cinema do livro dela, segundo fontes confiáveis e informações da própria folha de sp, é a Antonia Pellegrino (neta do Hélio, blogueira do invejadogato, e uma das participantes do projeto amores expressos), o Karim Aïnouz (diretor do Amarelo Manga e o belíssimo O Céu de Suely) e o próprio Marçal Aquino. Cabe lembrar que, embora o Marçal Aquino não seja muito chegado à blogsfera, ele é o roteirista para o cinema de obras de alguns dos blogueiros mais up-to-date da vila madalena. O mais recente deles é filme "O Cão sem dono", inspirado no livro do Daniel Galera "Até o dia em que o cão morreu".

    Enfim, acho que de duas, uma: ou é uma chamada publicitária tipicamente folha de sp, ou no final das contas não podemos dizer que haja atualmente uma literatura internética, considerando a representação da mesa.

    Beijo, patrícia.

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  9. Patrícia,
    nada como amigas antenadíssimas!!!

    Pronto, resumiu explicou e ainda levantou hipóteses. :0 perfeito.

    e também agora já tá bom, né? muita pólvora para pouco estouro, afinal...

    :) beijos a todos,

    Lu.

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  10. Era nessa linha que eu iria comentar, mas a Patrícia falou antes. Esse tipo de evento que a Folha promove, sempre tem algum interesse mercadológico escondido. Sempre!

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  11. Lulu,

    Obrigado pelas palavras de apoio que deixou lá por minhas bandas. Não se preocupe, não é dessa vez que vou entregar os pontos.

    Valeu!

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  12. Lulu,
    Vamos ao que realmente me interessa: a recente discussão capitaniada pelos blogs que você indicou. Qualquer escritor gosta e gostaria de ser publicado pelas grandes editoras.
    Vantagens:
    a) Você só escreve, não tira dinheiro do bolso.
    b) A edição é feita em papel melhor, ilustrada por gente competente (no meu caso, livros infantis, nem se fala), oferecem ao autor a oportunidade de escolher o profissional que mais lhe agrada.
    c) Os livros são distribuídos nas escolas. Há inclusive interesse das editoras em que os autores estejam disponíveis para visitá-las.
    d) Se o livro der prejuízo (não há como aferir com antecedência o gosto do público) o ônus é da editora. O autor só escreveu, não gastou nada.
    e) A editora cuida de tudo com relação ao livro: registra, imprime, vende ( inclusive para o governo), divulga, inscreve em concursos, reedita. A gente só escreve.
    f) O texto passa por revisão competente (as editoras têm equipe de revisores) antes de ser publicado.
    Desvantagens:
    a) É muito difícil ser aceito por uma editora grande.
    b) É próprio do ser humano achar que poderia ser mais bem pago. Sempre achamos que estamos sendo roubados.
    c) A distribuição nem sempre é como gostaríamos, embora convenha lembrar que as livrarias pegam os livros em consignação.
    Editar por uma editora alternativa é um caminho bom e viável para quem quer ser lido, e cansou de tentar (ou nem tentou por não saber como) as grandes editoras. O que importa para quem escreve é ser lido, de qualquer jeito, em qualquer lugar.
    Beijão

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  13. Lulu,

    Seria a Folha de SP o grande Leviatã da imprensa brasileira?

    beijos,
    Miranda

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