quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

às vezes

às vezes a gente tá toda ferrada, toda errada, toda do avesso.
às vezes nada cabe, nada tá bom, nada dá certo, às vezes a gente anda torto e ainda tropeça de um jeito ridículo.
Uma amiga escreveu assim:

sabe, amore, eu só queria ser a coisa mais especial do mundo pra alguém. Não precisa ser pra muita gente. Se uma pessoa que me ame e queira ficar comigo pra sempre (o pra sempre...) me achar o máximo, eu já estarei feliz. E isso nunca aconteceu. Sempre fui second best. Qdo fui.


Por isso essa coisa de não querer filhos... Sei lá. Quero, pelo menos por um tempo, ser o único foco da visão de alguém. Não pra sempre, mas por um tempo. Talvez, depois disso, eu pense em parir.

mas ela escreveu assim também:

Gosto de rir. Faz tempo que não caio na gargalhada. Todo mundo repara que eu rio pouco e, qdo o faço, todo mundo fala que tenho sorriso bonito, eu sei.

outra escreveu assim:

Hoje assisti a uma comédia romântica no melhor estilo inglês: duas mulheres desiludidas decidem dar férias ao amor... trocam de cidade, de casa e de rotina por duas semanas e acabam encontrando o amor. Em algum momento de nossas vidas somos chamadas a uma mudança radical! O que fazer quando nos deparamos com esse momento? A primeira reação é fazer de conta que todos os sintomas, avisos, todas as coincidencias e acasos não são com a gente! É loucura do mundo! Passamos alguns dias, meses e às vezes anos nos fazendo de desentendidas, mas o momento está ali impávido, ávido para ser tomado pelas mãos! É disso mesmo que estou falando, de tomar o destino nas mãos, de traçarmos nossa bem aventurança, como heroínas das nossas vidas! Nem sempre é possível mudar de casa ou de lugar e nem sempre a mudança estará relacionada com o amor, paixões e relacionamentos, mas é possível começar uma nova vida em nós mesmas!
Abram os olhos, apurem os ouvidos e sintam o momento!

E ontem, quando tava toda desencaixada, recebi um monte de amor. Da família, do meu amor, dos amigos. E fiquei bem.

E toda desencaixada, fico achando que vale a pena. Sermos.

Muito.

2 comentários:

  1. Nem noviça, nem rebelde26 de janeiro de 2007 23:52

    When the dog bites
    When the bee stings
    When I'm feeling sad
    I simply remember my favorite things
    And then I don't feel so sad
    ...
    Desencaixadas somos todas,
    quase sempre.
    Beijos

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  2. :)
    é, né?
    e acho até que aí que tá a graça, né?

    brigada,
    Lu.

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